
Eu nunca fui encanada com essa coisa de amamentar em público. Até porque eu morro de orgulho disso. Minha filha cresceu 5 cm e engordou 1,5kg no primeiro mês mamando só o meu leite! Ao mesmo tempo, a amamentação tem me ajudado a recuperar a velha forma, tanto que já visto meus jeans pré-gravidez numa boa.
Esses dias pela primeira vez, me vi desconfortável ao amamentar em público. Eu vestia uma blusa de gola alta, portanto em vez de abaixar a blusa pra amamentar, eu tive de levantar a blusa, deixando exposta a barriga. A minha barriga é um capítulo à parte. Eu sempre soube que minha pele não é um espetáculo de elasticidade, é meio ressecada... tanto que antes mesmo de engravidar já comecei a super hidratar o corpo, misturando óleo de amêndoas ao hidratante e usando religiosamente 2 vezes ao dia. Funcionou super bem até o oitavo mês de gestação. Já no finalzinho, quando a Catarina começou a ganhar peso, a minha barriga começou a crescer em escala Gulliver e, mesmo com tanto hidratante a minha herança genética (né, mãe?) falou mais alto e aos 45 do segundo tempo, as temidas estrias apareceram bem na parte de baixo da barriga, sem dó... na hora apavorei, embora não as visse muito bem. Depois de uma rápida pesquisa em São Google, descobri que existem tratamentos bem eficazes à base de ácido retinóico, devo admitir que essa perspectiva me consolou um pouco.
Após o nascimento da minha filha ao ver meu corpo voltando ao normal, marquei logo uma dermatologista pra tratar das famigeradas marcas. Chegando lá descobri: o ácido retinóico não é seguro em lactantes porque pode chegar ao bebê através do leite. PUTZGRILA! Justo eu, uma leiteira convicta-radical: amamentação exclusiva até o sexto mês e depois até quando minha filha quiser! Como bem observou a dermatologista, “uma pessoa que tem parto natural e pratica amamentação exclusiva, não vai abrir mão disso pra fazer tratamento de estrias, certo?” CERTÍSSIMA!
Não vou! Também não vou entrar na faca pra retirá-las, uma vez que eu paguei pau até pra peridural. A solução é eu fazer a minha própria cabeça (e nisso eu sou super craque) de que essas são as marcas que eu ganhei por trazer ao mundo a pessoa que eu mais amo nessa vida, portanto são marcas boas e mais, que elas permaneceram no meu corpo porque eu fiz a opção por nutrir essa pessoa com o que há de melhor no mundo. Elas ficarão no meu corpo pra me lembrar (como se eu pudesse me esquecer ) que é isso o que eu devo sempre fazer a partir de agora, amar e nutrir plenamente esse anjo que eu chamo de minha filha.

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Que lindoooooooooooooooo!!!! AMEI!! E tenho certeza que olhar pra esse rostinho todos os dias vale muuuuito mais do que algumas marquinhas, que até eu, que AINDA não sou mãe tenho!! hehehe
Concordo 100% com você.. Uma vez vi a Paloma Duarte falando numa entrevista e adorei: "Não existe nada mais feminino que celulite e nada mais maternal que estria"!
Então como eu sou MUUUITO mulher e MUUUUUITO mãe, carrego minhas celulites e estrias com muito orgulho!!! hehehehe
Adorei seu cantinho!
Bjokas
Denise,
Alguns consolos de quem entende do assunto:
1) Ácido retinóico não faz milagre.
2) Tratamento com laser (caro) pode ser feito com o efeito semelhante agora ou depois. E se for feito agora não prejudica a amamentação. Meus mocinhos mamaram exclusivamente até os seis meses também.
Sobre fazer a cabeça: totalmente a favor. A beleza está lá e não em nenhuma outra parte do corpo. Beijos bem grandes pra você e pra Catarina.
Adorei o texto. É isso aí! Nada paga o que você está proporcionando à Catarina e a si mesma! ;)
By the way, as minhas listras fofoilas apareceram antes, lá pelo 7º mês. Mas tenho a impressão de que o parto as escondeu... ou foi o amor, seilá. rs
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